Com dois senadores, PDT enfrenta desgaste no caso do INSS e disputa acirrada no DF, sob risco de perder representação a partir de 2027
atualizado
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Os dois senadores do PDT no Senado, Weverton (MA) e Leila Barros (DF), enfrentam dificuldades para renovar seus mandatos nas eleições de outubro deste ano, segundo relatos de aliados da sigla à coluna. Desde 2024, o partido já registrou duas baixas na Casa, com as saídas de Cid Gomes e Ana Paula Lobato, que migraram para o PSB.
A avaliação interna no PDT é que Weverton enfrenta desgaste após ter o nome citado no escândalo das fraudes no INSS. Alvo de mandado de busca e apreensão em dezembro do ano passado, sob suspeita de desvio de recursos de aposentados e pensionistas, o senador chegou a ter a prisão solicitada pela Polícia Federal. O pedido, porém, foi negado pela PGR e pelo STF, conforme revelou a coluna de Tácio Lorran, do Metrópoles.
Carlos Lupi, presidente do PDT
Senador Weverton (PDT-MA)
Senadora Leila Barros (PDT)
Leila, por sua vez, disputará a reeleição em um cenário eleitoral competitivo no Distrito Federal, onde despontam nomes como o governador Ibaneis Rocha (MDB), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e a deputada Bia Kicis (PL), cotados para concorrer a duas das três cadeiras em jogo no Senado.
O entorno da senadora, no entanto, avalia que é possível renovar o mandato, diante de desgastes que os adversários também deverão enfrentar.
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Lupi: “Pergunte aos pessimistas”
Procurado, o senador Weverton afirmou que é candidato à reeleição pelo PDT, “como já anunciado pelo governador Carlos Brandão em reunião com os partidos políticos de sua base”, com apoio de diversas legendas, lideranças maranhenses e, segundo ele, da população. “A população do Maranhão tem feito uma boa avaliação do meu trabalho”, declarou.
Já Leila Barros disse que vem sendo procurada por diferentes grupos políticos e por praticamente todos os pré-candidatos ao governo do Distrito Federal para tratar das eleições deste ano. Segundo ela, esse movimento representa “um reconhecimento direto do trabalho” que realiza em defesa do DF, citando como exemplo a emenda que ajudou a preservar o Fundo Constitucional, garantindo cerca de R$ 88 bilhões para as áreas de saúde, educação e segurança pública.