'Barbie do Crime' foi condenada por aplicar golpe | G1
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'Barbie do Crime' foi condenada por aplicar golpe | G1

'Barbie do Crime' foi condenada por aplicar golpe em mais de 100 pessoas com anúncios

Bruna Cristine Menezes de Castro foi acusada de aplicar golpes nas redes sociais — Foto: Reprodução/Instagram

Segundo a Polícia Civil, a jovem apelidada de "Barbie" mantinha perfis nas redes sociais de venda de produtos importados e aplicava golpes em clientes de Goiás e outros estados. Quando ela foi presa, o advogado de defesa, Flávio Cavalcante, disse ao g1 que sua cliente admitia somente parte das denúncias feitas e que "algumas acusações não eram verdadeiras".

Golpes aplicados

Golpes aplicados

Segundo a investigação da polícia, Bruna criava perfis com nomes falsos nas redes sociais para vender produtos como celulares, maquiagens e perfumes. “Em alguns perfis, ela dizia que era Maria. Ela ia cancelando as contas e criando outros perfis”, afirmou.

Lucas Rodrigues Guimarães, de 20 anos, foi uma das vítimas da jovem em Goiânia. Com amigos em comum, ele a conheceu em uma festa de aniversário e, cerca de três meses depois, resolveu comprar um celular dela.

“Queria comprar um Iphone 5S e ela disse que a tia dela podia trazer dos Estados Unidos um celular muito mais em conta do que compraria aqui [no Brasil]. Então, resolvi comprar”, disse o jovem ao g1, enquanto aguardava para prestar depoimento na Decon, em Goiânia.

Lucas relatou, na época, que depositou, como garantia, R$ 300 na conta da jovem, mas ela não entregou o aparelho. “Depositei e ela começou a me enrolar, enrolar, enrolar. Ela nunca me devolveu o dinheiro nem [entregou] o telefone”, afirmou.

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  • Segundo ele, Bruna dizia que estava com câncer no útero e com metástase no pâncreas. Ele depositou mais de R$ 15 mil em uma conta bancária no nome dela para ajudar no tratamento. “Ela pedia dinheiro com pretexto de que precisava comprar vitaminas, remédios importados, pagar por cirurgias e exames que eram necessários para o tratamento da doença”, disse.

    O analista de sistemas constatou que tinha sido vítima de um golpe ao viajar do Rio de Janeiro para Goiânia. “Encontramos os familiares dela e tive a confirmação de que ela não estava doente e de que eu tinha sido vítima de um estelionato”, disse.

    Prisão da Barbie do Crime

    Prisão da Barbie do Crime

    Condenação

    Condenação

    Em setembro de 2015, Bruna foi condenada a prestar serviços comunitários e ao pagamento de uma multa no valor de 10 salários mínimos por vender celulares para duas pessoas e não entregar o produto. Durante o julgamento, ela confessou o crime e disse que estava arrependida.

    Inicialmente, a sentença era de 2 anos, 7 meses e 15 dias, mas, como a pena era inferior a quatro anos e ela não cometeu violência ou ameaçou as vítimas, a decisão foi convertida em trabalhos sociais, como prevê o Código Penal.

    Após o descumprimento da pena de prestação de serviços comunitários, a Justiça expediu um mandado de prisão e ela se entregou à Delegacia Estadual de Capturas (Decap), em 25 de fevereiro de 2021. Além de não cumprir a pena, Bruna também não compareceu às audiências após ser condenada por aplicar golpes.

    O quadro desenhado nesta execução penal é absolutamente constrangedor do ponto da punibilidade, pois, desde 2017, a sentenciada não cumpre a pena de prestação de serviços à comunidade, sendo inexitosa sua localização em razão da diversidade de mudança de domicílio sem comunicar a este juízo, além de incorrer em descumprimento das condições judiciais e legais da pena restritiva de direito imposta”, afirmou o magistrado.

    A defesa argumentou que a prisão domiciliar foi o fato de ela ser mãe de duas crianças com menos de 12 anos. “É importante ressaltar que ela nunca teve a intenção de querer desvencilhar-se de suas obrigações impostas. Tanto é verdade que se apresentou espontaneamente acompanhada pelos seus advogados”, disse, em nota, a defesa.

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