Suspeito de matar namorada em casa é preso; filha de 2 anos foi achada no berço com sinais de violência sexual | G1
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Suspeito de matar namorada em casa é preso; filha de 2 anos foi achada no berço com sinais de violência sexual | G1

Polícia pede a prisão do suspeito de matar a namorada no bairro da Saúde

A polícia prendeu na noite de segunda-feira (2) o suspeito de assassinar a namorada de 34 anos que foi encontrada morta na véspera dentro de casa no bairro da Saúde, na Zona Sul de São Paulo.

A filha dela, de apenas dois anos, também estava no imóvel e foi socorrida com sinais de violência sexual, segundo o boletim de ocorrência.

O suspeito preso é o companheiro da mãe, André de Lima Torres Pereira, também de 34 anos. Havia um pedido de prisão temporária contra ele. A defesa dele não foi localizada pela reportagem.

O crime aconteceu na Rua Joaquim de Almeida, onde mãe e filha moravam. A prisão foi feita por policiais da 2ª Delegacia de Polícia de Defesa da Mulher (DDM) - Sul, que investiga o caso.

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  • Viaturas da Polícia Militar de São Paulo — Foto: Divulgação/PM

    Pai estranhou silêncio e acionou a PM

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    Segundo relato do pai da vítima, o relacionamento da filha com o suspeito era conturbado, com brigas frequentes. Na sexta-feira (30), ele contou ter presenciado uma discussão mais intensa entre os dois e chegou a ameaçar chamar a polícia.

    Ainda de acordo com o depoimento, no sábado (31), ele foi até a casa, mas encontrou o imóvel trancado. Sem conseguir contato por mensagens ou ligações, acionou a Polícia Militar. Os policiais arrombaram a porta e encontraram mãe e filha dentro da residência, com sinais de violência.

    A porta dos fundos estava aberta, e a suspeita é a de que o autor tenha fugido pelo quintal, pulando muros de imóveis vizinhos. A motocicleta da vítima também havia desaparecido e foi localizada depois na casa da mãe do suspeito em Diadema, na Grande SP.

    Criança segue sob cuidados

    Criança segue sob cuidados

    A menina foi atendida pelo Samu no local, levada à UPA da Vila Mariana e depois transferida para o Hospital da Mulher. A criança está sob os cuidados provisórios de um primo da vítima.

    A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que a menina tenha permanecido cerca de dois dias sem alimentação e sem cuidados. Ela é filha de um relacionamento anterior.

    Relato de histórico de violência

    Relato de histórico de violência

    Em depoimento, o pai afirmou que a vítima "estava sempre" com André, que se aproveitaria financeiramente dela. Ele também relatou que, na noite de sexta, ouviu gritos e discussão, mas, como as brigas eram recorrentes, acreditou que a situação tivesse se acalmado após o silêncio repentino.

    Segundo ele, na quinta-feira (29), André já havia invadido a casa, arrombado a porta e entrado pela janela do quarto, fugindo pelos fundos e chegando a se machucar ao pular o muro do vizinho. O pai da moça acredita que o mesmo trajeto possa ter sido usado na fuga após o crime.

    Antecedentes do agressor

    Antecedentes do agressor

    A Polícia Militar apurou que André já havia sido acusado de violência doméstica contra outras duas mulheres em 2023 e 2024. Em um dos casos, ele chegou a ser preso e foi alvo de medida protetiva.

    A vítima também havia registrado boletim de ocorrência contra ele em outubro de 2025, quando ele teria invadido a casa dela pelos fundos e fugido pela janela do quarto. À época, ela pediu uma medida protetiva contra ele, mas, segundo a polícia, a intimação não chegou a ser formalizada porque os dois reataram.

    Em nota, a Secretaria da Segurança Pública informou que "a perícia e o IML foram acionados, e o caso foi registrado como feminicídio e violência doméstica na 2ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) Sul, que prossegue com as investigações para esclarecer os fatos".

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