Todos os agentes do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos atuando em Minneapolis, incluindo os do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês), receberão imediatamente câmeras corporais, disse a secretária da pasta, Kristi Noem, nesta segunda-feira, 2. A medida vem após as mortes a tiros de dois cidadãos americanos por agentes federais.
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Noem afirmou que o programa de câmeras corporais está sendo expandido para todo o país à medida que os recursos forem disponibilizados.
“Vamos adquirir e distribuir rapidamente câmeras corporais para as forças policiais do Departamento de Segurança Interna em todo o país”, disse Noem em uma publicação nas redes sociais.
A notícia sobre as câmeras corporais surge em um momento em que Minneapolis tem sido alvo de intenso escrutínio sobre a conduta de agentes federais, após dois cidadãos americanos que protestavam contra as medidas de imigração na cidade terem sido baleados e mortos.
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Este é o esforço mais recente do governo Trump para aliviar as tensões após os tiroteios e demonstrar que está respondendo aos pedidos de responsabilização.
Nas horas que se seguiram à morte do enfermeiro da UTI Alex Pretti, Noem partiu para o ataque, afirmando diversas vezes que Pretti “chegou armado e com dezenas de cartuchos de munição e atacou” os policiais, que reagiram para “defender suas vidas”. Outros membros do governo pintaram um quadro semelhante.
Diversos vídeos que surgiram do tiroteio contradizem essa afirmação, mostrando Pretti com apenas o celular na mão enquanto os policiais o derrubavam no chão , com um deles retirando uma arma da parte de trás da calça enquanto outro policial começava a atirar em suas costas.
O Departamento de Segurança Interna afirmou que pelo menos quatro agentes da Alfândega e Proteção de Fronteiras presentes no local do disparo contra Pretti usavam câmeras corporais. As imagens das câmeras corporais do incidente não foram divulgadas.
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O departamento não respondeu se algum dos agentes do ICE presentes no local do assassinato de Renee Good, no início de janeiro, estava usando câmeras corporais.
Os tiroteios e a narrativa propagada por alguns membros do governo desencadearam indignação e exigências de responsabilização, inclusive entre alguns republicanos.
O presidente Donald Trump enviou seu czar da fronteira, Tom Homan, para Minneapolis para assumir o controle das operações na cidade, substituindo o comandante da Patrulha da Fronteira, Gregory Bovino , que se tornou alvo de críticas nas diversas operações em que participou em cidades como Chicago e Los Angeles.
O Departamento de Justiça também abriu uma investigação federal sobre direitos civis relacionada ao assassinato de Pretti, o que não aconteceu no caso de Renee Good.
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Os críticos do Departamento de Segurança Interna têm intensificado os apelos para que seja obrigatório o uso de câmeras corporais por todos os agentes responsáveis pela fiscalização da imigração.
Em 2022, o presidente Joe Biden ordenou que agentes da lei federais usassem câmeras corporais como parte de uma ordem executiva que incluía outras medidas de reforma policial. Trump revogou essa diretiva após o início de seu segundo mandato.
A decisão de Noem surge depois de Trump ter apoiado, no fim de semana, a ideia de câmeras corporais para agentes de imigração.
Após o anúncio de Noem na segunda-feira, Trump disse que a decisão cabia à secretária, mas afirmou que, em geral, achava bom que os agentes da lei usassem câmeras.
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“Geralmente, elas tendem a ser boas para a aplicação da lei, porque as pessoas não podem mentir sobre o que está acontecendo”, disse ele no Salão Oval, acrescentando: “Se ela quiser fazer essa coisa da câmera, tudo bem para mim”. / AP
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