AgroForte espera alcançar R$ 1 bilhão em crédito neste ano
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AgroForte espera alcançar R$ 1 bilhão em crédito neste ano

A AgroForte, fintech especializada em crédito para o agronegócio, espera ultrapassar R$ 1 bilhão em recursos liberados até o fim de 2026. O crescimento será impulsionado pela entrada no segmento de bovinocultura de corte, expandindo a operação para as regiões Norte e Centro-Oeste do País. A empresa encerrou 2025 com R$ 500 milhões concedidos desde o início das operações, valor distribuído em 4 mil operações e com tíquete médio de R$ 85 mil.

“A pecuária responde por aproximadamente metade do PIB primário do setor. O objetivo é consolidar a AgroForte como a principal agfintech em proteína animal”, afirma Felipe d’Ávila, CEO da companhia.

Fundo atrai XP e BTG

A AgroForte ampliou recentemente seu Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) de R$ 100 milhões para R$ 160 milhões, com projeção de superar R$ 200 milhões nos próximos três meses. Entre os novos cotistas estão EQI, corretora do BTG Pactual, e XP Investimentos.

Lidera

O banco BV encerrou 2025 com R$ 2 bilhões em debêntures estruturadas para empresas do setor de açúcar e álcool. O BV participou de seis operações como coordenador, sendo três como líder. Com o resultado, ampliou sua participação no financiamento do setor sucroenergético, passando de 2,7% de market share em emissões de debêntures em 2024 para 20% no último ano.

Demanda aquecida

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Frota digital

A BrasilAgro, que administra fazendas de grãos, conectou 90% de suas máquinas agrícolas à internet na última safra. O investimento de R$ 12 milhões criou um centro de controle que monitora em tempo real consumo de combustível e aplicação de defensivos em 21 propriedades pelo Brasil, Paraguai e Bolívia.

A companhia, listada na Bolsa, tem 252 mil hectares de terras avaliadas em R$ 3,5 bilhões. “O uso de dados fortalece a qualidade das decisões”, afirma André Guillaumon, presidente da BrasilAgro.

Economia

O sistema de monitoramento da BrasilAgro reduziu em mais de 50% o uso de herbicidas em fazendas da empresa em Mato Grosso e no Paraguai. A tecnologia usa câmeras e inteligência artificial para identificar plantas daninhas pela cor e aplicar veneno apenas onde necessário, cortando o número de pulverizações. “Produzir mais usando menos insumos sustenta o negócio no longo prazo”, diz Guillaumon. A empresa cultiva soja, milho, algodão e cana em áreas que somam 188 mil hectares produtivos.

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    No lugar certo

    O Brasil acaba de bater recorde na logística reversa de embalagens agrícolas com 900 mil toneladas de embalagens vazias de defensivos agrícolas destinadas corretamente. Como antecipa à Coluna o Sistema Campo, somente em 2025 foram 75.996 toneladas, o maior volume já registrado para um ano e 11% acima de 2024.

    A maior parte das embalagens, 92%, é reciclada e o restante é coprocessado ou incinerado, segundo a iniciativa que une indústria, setor produtivo e distribuidoras. Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo lideram o ranking de destinação correta das embalagens. O Sistema Campo Limpo possui 411 unidades de recebimento no País.

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    Novos ares

    A indústria de carne bovina acredita que a conquista do mercado japonês sai em 2026. São mais de 20 anos de tratativas para exportação da carne vermelha brasileira. “Haverá uma vistoria das autoridades japonesas em março. Há grande expectativa”, diz Roberto Perosa, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec). Depois do Japão, a expectativa é pela abertura de mercado da Coreia do Sul e Turquia para a proteína nacional.