A PF quer apurar qual foi a participação de cada um deles no negócio de venda de falsas carteiras de crédito consignado do Master ao BRB por R$ 12 bilhões, objeto do inquérito.
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Até agora, a PF só colheu os depoimentos do dono do Master, Daniel Vorcaro, do ex-presidente do BRB e do diretor de fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino. Eles foram ouvidos no dia 30 de dezembro, em uma diligência determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli. Ao final dos depoimentos, a PF fez uma acareação entre Vorcaro e Paulo Henrique.
Como mostrou o Estadão, Vorcaro fez críticas à ação do Banco Central em seu depoimento à Polícia Federal e disse que seu banco honrou com todos os compromissos financeiros que tinha. Já o ex-presidente do BRB admitiu que o banco público ainda não conseguiu recuperar cerca de R$ 2 bilhões aportados no Master.
A equipe de investigação ainda analisa os materiais apreendidos na Operação Compliance Zero, deflagrada em 18 de novembro. A expectativa é de que, até o final do mês, quando ocorrerão os depoimentos, a PF já tenha extraído informações dos telefones celulares e possa utilizá-las para confrontar os investigados.
O caso foi enviado ao STF após a PF ter apreendido um documento, na casa de Vorcaro, com menção a um deputado federal, como revelou o Estadão.