A Rússia enviou um navio de guerra, um submarino e outras embarcações navais para interceptar e escoltar um petroleiro que militares dos EUA vêm perseguindo e tentando apreender próximo à Venezuela. O envio das embarcações russas foi divulgado inicialmente pelo The Wall Street Journal e confirmado ao New York Times por um oficial americano que pediu anonimato.
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A ação aprofunda o confronto entre os dois países em relação ao petroleiro, antes conhecido como Bella 1 e agora chamado de Marinera. Os Estados Unidos perseguem o navio há semanas, desde que a embarcação tentou contornar um bloqueio parcial imposto à Venezuela.
Segundo dados de rastreamento de navios da MarineTraffic, o petroleiro está navegando para nordeste no Oceano Atlântico, entre a Islândia e a Grã-Bretanha, com seu transponder de localização ativo. De lá, ele pode seguir para o Mar Báltico ou contornar a Escandinávia até Murmansk, porto ártico russo livre de gelo.
O petroleiro iniciou a viagem no Irã e estava a caminho da Venezuela para coletar petróleo. A Guarda Costeira dos EUA interceptou o navio no Mar do Caribe em 21 de dezembro.
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Na época, os Estados Unidos alegaram ter um mandado de apreensão para a embarcação por ela não estar hasteando uma bandeira nacional válida. Mas o Bella 1 se recusou a ser abordado e navegou para o Atlântico, com os Estados Unidos em perseguição.
Em seguida, uma série de medidas foram tomadas para afastar os Estados Unidos. A tripulação em fuga pintou uma bandeira russa no casco, o petroleiro foi renomeado e adicionado a um banco de dados oficial de navios russos, e a Rússia fez um pedido diplomático formal para que os Estados Unidos interrompessem a perseguição.
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Mas nenhuma dessas ações parece ter surtido efeito. Na terça-feira, 6, um vídeo gravado da ponte de comando do navio e divulgado pela emissora estatal russa RT mostrou a embarcação sendo seguida por um navio da Guarda Costeira dos EUA em meio à neblina.
O petroleiro faz parte de uma chamada frota paralela que transporta petróleo para a Rússia, Irã e Venezuela, violando as sanções impostas pelos Estados Unidos e outros países. Os Estados Unidos intensificaram a repressão desde que o presidente Trump ordenou um “bloqueio total” aos petroleiros sujeitos a sanções que entram e saem da Venezuela. /NYT
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