Os Estados Unidos apreenderam o sétimo petroleiro ligado à Venezuela nesta terça-feira, 20, como parte dos esforços do governo Trump para assumir o controle do petróleo do país sul-americano.
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O Comando Sul dos EUA afirmou em uma publicação nas redes sociais que as forças militares americanas apreenderam o navio Motor Vessel Sagitta “sem incidentes” e que o petroleiro estava operando em desacordo com a “quarentena estabelecida pelo presidente Donald Trump para navios sancionados no Caribe”.
O comando militar não informou se a Guarda Costeira dos EUA assumiu o controle do petroleiro, como aconteceu em apreensões anteriores. O Pentágono não respondeu imediatamente a um pedido de mais detalhes. O Comando Sul disse que não tinha nada a acrescentar à sua publicação.
O Sagitta é um navio-tanque com bandeira da Libéria e seu registro indica que ele pertence e é administrado por uma empresa de Hong Kong. O navio transmitiu sua localização pela última vez há mais de dois meses, ao sair do Mar Báltico, no norte da Europa. O navio-tanque foi sancionado pelo Departamento do Tesouro dos EUA sob uma ordem executiva relacionada à invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022.
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A publicação do Comando Sul dos EUA indicava que o navio havia transportado petróleo da Venezuela e afirmava que a captura “demonstra nossa determinação em garantir que o único petróleo que saia da Venezuela seja aquele que seja coordenado de forma adequada e legal”.
O comando militar publicou o que parecia ser uma filmagem aérea do Sagitta navegando no oceano, mas, ao contrário dos vídeos anteriores, o clipe não mostrava as forças americanas voando em direção a ele em helicópteros ou pousando no convés do navio.
Desde a destituição do ditador venezuelano Nicolás Maduro pelos EUA em uma operação surpresa realizada durante a madrugada de 3 de janeiro, o governo Trump se propôs a controlar a produção, o refino e a distribuição global dos produtos petrolíferos da Venezuela.
Autoridades do governo republicano de Trump deixaram claro que veem a apreensão dos petroleiros como uma forma de gerar dinheiro, enquanto buscam reconstruir a devastada indústria petrolífera venezuelana e restaurar sua economia.
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Trump se reuniu com executivos de empresas petrolíferas há quase duas semanas para discutir sua meta de investir US$ 100 bilhões na Venezuela para reparar e modernizar sua produção e distribuição de petróleo. Ele disse na época que os EUA esperavam vender pelo menos 30 milhões a 50 milhões de barris de petróleo venezuelano.
Trump disse a repórteres na terça-feira que os EUA já retiraram 50 milhões de barris de petróleo da Venezuela. “Ainda temos milhões de barris de petróleo”, disse ele na Casa Branca. “Estamos vendendo no mercado aberto. Estamos reduzindo os preços do petróleo de forma incrível.”
O primeiro navio-tanque foi apreendido na costa da Venezuela em 10 de dezembro. A maioria dos outros navios-tanque também foi capturada nas águas próximas à Venezuela, com exceção do Bella 1, que foi capturado no Atlântico Norte.
O Bella 1 estava cruzando o Atlântico e se aproximando do Caribe quando, em 15 de dezembro, virou abruptamente e rumou para o norte, em direção à Europa. O navio foi capturado em 8 de janeiro. / AP
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