O aumento da oferta de bebidas sem álcool - cervejas, vinhos, espumantes e alguns destilados - demonstra que o consumidor tem força, sim, na promoção de mudanças estruturais nas relações de consumo. Como os jovens da Geração Z (1995-2010) consomem menos bebidas alcoólicas, o mercado se ajusta, tanto na produção quanto nas vendas.
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Quando as cervejas sem álcool chegaram ao Brasil (há mais de 20 anos), havia muita reclamação sobre sua qualidade, de parte dos que optavam por essa bebida, em função da saúde, quando dirigiam ou por questões religiosas. Hoje, há muito mais oferta e a opinião generalizada de que as novas cervejas zero álcool têm mais semelhança com as tradicionais.
Há que se destacar mais aspectos positivos da queda no consumo de álcool, além da saúde. Beber demais passou a ser malvisto entre os jovens, pelo comportamento inconveniente de quem exagera na bebida. E beber menos ou consumir bebida sem álcool evita brigas, aumentando a segurança em geral.
No trânsito, a opção das bebidas sem álcool protege vidas, muitas vidas, tanto do condutor quanto dos passageiros, dos que estão em outros veículos e dos pedestres.Em relação à saúde, pessoas com diabetes ou que tiveram doenças como pancreatite sabem que não podem beber. O consumo de álcool também é frequentemente associado a uma série de doenças, além de provocar sérios problemas comportamentais, familiares e de saúde para pessoas com dependência da bebida alcoólica.
Citadas todas essas questões, também há que se salientar a importância da opção. É muito bom que um adulto possa decidir não beber, e que tenha opções para continuar sua vida social, sem a obrigatoriedade de beber água ou refrigerantes (que, aliás, não são recomendados pelos nutricionistas).
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Com os avanços tecnológicos nas indústrias de bebidas, tenho a convicção de que cervejas, vinhos e espumantes sem álcool continuarão melhorando em qualidade, o que dará ainda mais opções aos consumidores. Em especial, aos que não deveriam beber em hipótese alguma, por questões de saúde, pela dependência química ou por estarem ao volante.