O mercado brasileiro de implementos rodoviários encerrou 2025 com desempenho abaixo do registrado no ano anterior. A baixa reflete cenário econômico mais cauteloso e os impactos diretos da crise enfrentada pelo setor de caminhões.
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Dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (Anfir) apontam que o volume total de emplacamentos somou 149.206 unidades, o que representa uma retração de 6% em relação a 2024.
A contração esteve fortemente ligada à menor renovação das frotas, ao encarecimento do crédito e às taxas de juros ainda elevadas durante boa parte do ano. Além disso, a instabilidade no mercado de caminhões, com queda nas vendas de veículos pesados e médios, afetou diretamente a demanda por novos implementos.
Queda acentuada em reboques e semirreboques
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Dentro desse grupo, destacaram-se implementos como graneleiros, carrocerias basculantes e baús frigorificados de alumínio. O bom desempenho do campo brasileiro, que mais uma vez registrou safra robusta, contribuiu para sustentar os investimentos em logística de escoamento.
Exportações cresceram 52% no ano passado
Enquanto o mercado interno apresentou oscilações, o cenário externo se mostrou mais favorável. As exportações de implementos rodoviários registraram crescimento expressivo em 2025. Segundo a Anfir, 4.128 unidades foram embarcadas para outros países, um avanço de 52% em comparação com 2024. O aumento foi impulsionado pela recuperação de mercados da América Latina, África e Oriente Médio.
Para 2026, a expectativa do setor é de uma retomada gradual, condicionada à melhora do ambiente macroeconômico e à recuperação das vendas de caminhões. A Anfir avalia que, com maior previsibilidade e confiança, o mercado interno pode voltar a crescer, mantendo o bom desempenho das exportações como um pilar estratégico.
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