Marrocos, Seleção Brasileira e Copa Africana: entenda favoritismo
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Marrocos, Seleção Brasileira e Copa Africana: entenda favoritismo

A seleção de Marrocos volta a campo nesta sexta-feira (26), às 17h (de Brasília), para enfrentar Mali, no segundo desafio pela fase de grupos da Copa Africana de Nações. Após vencer a estreia, a equipe busca a classificação antecipada para reafirmar o status de favorita na competição.

O crescimento marroquino, no entanto, vai além do continente: a seleção virou uma ameaça real para adversários da elite mundial, inclusive para o Brasil, adversário na Copa do Mundo de 2026.

Histórico recente contra o Brasil

A ascensão do Marrocos acendeu um sinal de alerta para a Seleção Brasileira. O retrospecto recente mostra que os Leões jogam de igual para igual.

O confronto mais emblemático ocorreu em março de 2023, em Tânger. Em um amistoso intenso, a seleção principal do Marrocos venceu o Brasil por 2 a 1, com gols de Boufal e Sabiri, enquanto Casemiro descontou.

A competitividade se estende à base. Em setembro do mesmo ano, a seleção sub-23 do Marrocos superou a equipe olímpica do Brasil por 1 a 0, em Fez. O resultado confirmou que o trabalho realizado na base já reflete diretamente no desempenho contra as maiores escolas de futebol do mundo.

Mais recentemente, em outubro deste ano, o Brasil para Marrocos no Mundial sub-20, por 2 a 1. A seleção africana foi campeã desse torneio.

Estrelas na Europa

O sucesso em campo é sustentado por talentos individuais que estão nas principais ligas do mundo. O grande nome ofensivo é Brahim Díaz, atacante do Real Madrid. O jogador, que optou por defender Marrocos em vez da Espanha, foi decisivo na estreia da Copa Africana e é a esperança de criatividade no ataque.

Na defesa, a liderança fica por conta de Achraf Hakimi, lateral do PSG e considerado um dos melhores do mundo na posição. A segurança no gol é garantida por Yassine Bounou (Bono), do Al-Hilal, herói na última Copa do Mundo. Outro nome de peso é o centroavante Youssef En-Nesyri, do Fenerbahçe, conhecido por sua presença física e faro de gol.

A revolução da base ao profissional

A mudança de status do Marrocos é resultado direto de um projeto nacional de longo prazo. O grande símbolo dessa transformação é a Academia Mohammed VI, referência internacional em estrutura e educação, que funciona como um celeiro de talentos para abastecer as seleções.

Favoritismo na Copa Africana

Diante de todo esse cenário, o Marrocos entra em campo contra Mali carregando a responsabilidade do favoritismo. Com um elenco entrosado, talentos decisivos como Díaz e Hakimi, e um sistema tático consolidado, os marroquinos buscam não apenas o troféu continental, mas a afirmação definitiva como uma das principais forças do futebol mundial rumo a 2026.