Além da pancreatite, saiba quais riscos envolvem as canetas emagrecedoras
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Além da pancreatite, saiba quais riscos envolvem as canetas emagrecedoras

Reportagem destaca alerta do Reino Unido sobre risco raro, porém grave, de pancreatite aguda e outros efeitos adversos associados ao uso de canetas emagrecedoras, como Ozempic, Wegovy, Saxenda e Mounjaro, que têm ganhado popularidade para fins estéticos e seguem sob monitoramento de autoridades sanitárias no Brasil e exterior.

Efeitos colaterais frequentes envolvem distúrbios gastrointestinais severos, problemas na vesícula biliar, riscos para a visão em diabéticos e possibilidade de aspiração pulmonar em cirurgias, com maior preocupação para pacientes com histórico de pancreatite, que foram excluídos de estudos clínicos sobre esses medicamentos.

Regulação mais rígida foi adotada pela Anvisa, exigindo retenção de receita médica, enquanto autoridades reforçam a importância do uso racional, acompanhamento médico contínuo e atenção a sintomas graves como dor abdominal intensa, vômitos frequentes e alterações visuais, indicando que os benefícios existem, mas não estão livres de riscos.

Este resumo foi gerado por inteligência artificial e cuidadosamente revisado por jornalistas antes de ser publicado.

Além do risco raro, porém grave, de pancreatite aguda, o uso das chamadas canetas emagrecedoras — medicamentos à base de análogos do receptor de GLP-1 e/ou GIP, como Ozempic, Wegovy, Saxenda e Mounjaro — está associado a uma série de outros efeitos adversos que seguem sob monitoramento de autoridades sanitárias no Brasil e no exterior.

Embora considerados seguros e eficazes dentro das indicações aprovadas, esses medicamentos ganharam popularidade acelerada, inclusive para fins estéticos, o que ampliou a preocupação com o uso sem prescrição e sem acompanhamento médico.

Distúrbios gastrointestinais severos

Os efeitos colaterais mais frequentes relatados envolvem o trato gastrointestinal. Náuseas, vômitos, diarreia e constipação são comuns, sobretudo no início do tratamento ou durante o aumento de dose.
Em alguns pacientes, esses sintomas podem evoluir para quadros persistentes e incapacitantes, levando à desidratação, perda excessiva de peso e interrupção do uso.

Agências reguladoras destacam que sintomas gastrointestinais intensos podem, inclusive, dificultar o diagnóstico precoce de pancreatite, já que os sinais iniciais se confundem.

Problemas na vesícula biliar

A perda de peso rápida, mais frequente com o uso desses medicamentos, pode favorecer a formação de cálculos biliares. Esses cálculos podem migrar e causar inflamação da vesícula ou até desencadear uma pancreatite de origem biliar.

Especialistas explicam que esse risco não está ligado apenas ao medicamento em si, mas ao emagrecimento acelerado, comum nesse tipo de tratamento.

Riscos para a visão em diabéticos

Pacientes com diabetes tipo 2 e histórico de retinopatia diabética devem ter atenção redobrada. Há registros de agravamento dessas complicações oculares em pessoas que utilizaram agonistas de GLP-1, especialmente quando ocorre uma melhora rápida do controle glicêmico.

Por isso, a recomendação é de monitoramento oftalmológico regular durante o tratamento.

Aspiração pulmonar em cirurgias

A FDA e outras agências internacionais também alertam para o risco de aspiração pulmonar durante procedimentos cirúrgicos que envolvam anestesia geral ou sedação profunda.
Esses medicamentos retardam o esvaziamento do estômago, o que pode aumentar a chance de conteúdo gástrico ser aspirado para os pulmões durante a anestesia.

A orientação é que o uso seja comunicado previamente ao anestesista e ao cirurgião.

Uso em pessoas com histórico de pancreatite

Pessoas que já tiveram pancreatite geralmente foram excluídas dos estudos clínicos, o que limita as evidências sobre a segurança nesse grupo.
Em alguns casos específicos, como pancreatite causada por cálculos biliares já tratados, o uso pode ser avaliado individualmente. Já em situações de causa desconhecida, a cautela tende a ser maior.

Monitoramento e regulação mais rígida

No Brasil, a Anvisa passou a exigir retenção de receita médica para a venda desses medicamentos, citando o alto número de notificações de eventos adversos graves. A agência avalia que o controle mais rígido é essencial para reduzir riscos associados ao uso indiscriminado.

Autoridades regulatórias reforçam que os alertas não significam proibição, mas sim a necessidade de uso racional, com indicação médica, acompanhamento contínuo e informação clara ao paciente.

Quando procurar atendimento médico

Especialistas recomendam buscar assistência imediata diante de sintomas como:

  • dor abdominal intensa e persistente;
  • vômitos frequentes;
  • dor que irradia para as costas;
  • alterações visuais;
  • intolerância alimentar grave.
  • O consenso entre médicos e agências de saúde é que as canetas emagrecedoras podem trazer benefícios importantes, mas não são isentas de riscos — especialmente quando usadas fora das indicações clínicas ou sem acompanhamento especializado.