O cantor de funk e trap Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, é considerado foragido da Justiça. A Polícia Civil realizou buscas em endereços ligados ao artista nesta terça-feira (3). Agentes estiveram na casa dele, na Freguesia, na Zona Oeste do Rio, mas Oruam não foi localizado.
As diligências ocorrem após a Justiça do Rio expedir um novo mandado de prisão preventiva. A decisão foi tomada depois que o ministro Joel Ilan Paciornik, do Superior Tribunal de Justiça, revogou o habeas corpus que beneficiava o cantor.
No despacho, a juíza Tula Melo aponta descumprimento de medidas cautelares, como falhas recorrentes no uso da tornozeleira eletrônica e deslocamentos durante a madrugada, em desacordo com o recolhimento domiciliar noturno. Relatórios do monitoramento indicam períodos extensos sem registro, atribuídos à falta de carregamento da bateria.
Nas redes sociais, Oruam publicou vídeos mostrando a presença de policiais e afirmou que a tornozeleira teria ficado sem carga. A Secretaria de Administração Penitenciária, no entanto, negou falhas no equipamento e informou que houve violações reiteradas do monitoramento.
A defesa do artista não respondeu aos contatos da reportagem.
Acusação de tentativa de homicídio
O artista se tornou réu após um confronto com policiais civis na porta de casa, no Joá, zona oeste do Rio, em julho de 2025. Na ocasião, uma operação comandada pelo delegado Moisés Santana investigava a presença de um foragido no local — um adolescente investigado por ligação com o Comando Vermelho. Na ocasião, uma viatura foi atacada com pedras. Oruam ficou preso por mais de 60 dias preso no Complexo de Gericinó.
O Ministério Público o acusou por tentativa de homicídio. Depois da ação, ele fugiu e se escondeu no Complexo da Penha, sendo considerado foragido até se entregar dias depois.
Oruam foi indiciado por sete crimes: associação ao tráfico de drogas, tráfico de drogas, resistência, desacato, dano, ameaça e lesão corporal.
Histórico e repercussões
Oruam é filho de Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, apontado como um dos fundadores da facção criminosa Comando Vermelho. Ele foi encaminhado à ala destinada a integrantes do grupo dentro do presídio de Gericinó.
O cantor já havia se envolvido em outras ocorrências policiais. Em fevereiro, foi detido após realizar manobras perigosas em frente a uma viatura. Na época, pagou fiança e foi liberado. Suas músicas também acumulam polêmicas por críticas à polícia e menções ao crime.