A Polícia Civil do Rio Grande do Sul investiga o misterioso desaparecimento de três pessoas da mesma família em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, e seus pais, que são proprietários de um supermercado na região, não são vistos desde o dia 24 de janeiro.
O caso é tratado com prioridade pelas autoridades devido a inconsistências nas informações compartilhadas antes do sumiço. No dia em que os três foram vistos pela última vez, Silvana publicou em suas redes sociais que havia sofrido um acidente automobilístico enquanto retornava de Gramado, na Serra Gaúcha. Na postagem, ela afirmava que os pais estavam a caminho para socorrê-la.
Câmeras registram movimentação de veículos
A investigação, no entanto, aponta que o suposto acidente pode não ter ocorrido. Segundo a polícia, não existe nenhum registro oficial de ocorrência de trânsito envolvendo Silvana ou seus pais nas rodovias que ligam a Serra à Região Metropolitana naquela data.
Imagens de câmeras de segurança da residência onde Silvana morava, em Cachoeirinha, registraram uma movimentação atípica de veículos no dia 24 de janeiro. Os registros mostram que um carro vermelho entrou na garagem e saiu rapidamente. Pouco tempo depois, o veículo da própria Silvana chegou ao local.
Mais tarde, um terceiro carro foi flagrado estacionado na residência. O veículo permaneceu no local por cerca de 12 minutos antes de deixar a casa. Após essa sequência de eventos, nenhum dos familiares foi localizado ou fez novo contato com conhecidos e funcionários do supermercado da família.
Investigação descarta registro de acidente
A Polícia Civil trabalha para identificar os condutores dos veículos que aparecem nas imagens e entender a cronologia dos fatos. O foco dos agentes é descobrir se a postagem sobre o acidente foi feita pela própria Silvana ou se outra pessoa utilizou suas redes sociais para criar uma narrativa falsa e despistar as autoridades.
Como a família possui um estabelecimento comercial na região, a polícia também investiga possíveis motivações financeiras ou conflitos que possam estar relacionados ao desaparecimento. Até o momento, não houve pedidos de resgate, o que mantém o caso sob sigilo em relação a determinadas linhas de apuração.
O desaparecimento completou dez dias nesta semana, e a falta de sinais de comunicação aumenta a preocupação de amigos e parentes. A polícia solicita que qualquer informação sobre o paradeiro de Silvana e seus pais, ou sobre os veículos avistados na residência, seja comunicada de forma anônima.