Polícia prende suspeitos de roubar motoristas de app em Curitiba
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Polícia prende suspeitos de roubar motoristas de app em Curitiba

A Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV) de Curitiba prendeu um jovem suspeito de integrar uma organização criminosa que atua na Cidade Industrial de Curitiba (CIC) e apreendeu um menor de idade, apontados como responsáveis por uma série de roubos contra motoristas de aplicativo na região.

De acordo com a polícia, a ação mais recente terminou em prisão em flagrante, depois que o grupo pediu uma corrida a uma motorista de aplicativo, anunciou o assalto e fugiu com o carro dela na região do CIC. A vítima conseguiu fugir e, segundo o delegado, a prisão ocorreu na sequência, ainda em situação de flagrante.

O grupo criminoso é formado por quatro pessoas, de acordo com as investigações. Três já foram identificados: um maior de idade, que foi preso, um menor, que acabou apreendido, e um terceiro suspeito, que está foragido. A polícia ainda trabalha para identificar o quarto integrante.

O homem preso já tinha passagem pela polícia. Ele havia sido detido no início deste ano, mas foi solto em audiência de custódia. Agora, voltou a ser preso no âmbito da investigação sobre os roubos a motoristas de aplicativo no CIC.

Modus operandi contra motoristas de aplicativo

Segundo as investigações, o alvo do grupo eram motoristas de aplicativo que atuam na Cidade Industrial. Os criminosos solicitavam corridas para pontos do bairro e, quando o veículo chegava ao destino ou a um local ermo, anunciavam o assalto.

De acordo com a DFRV, além de roubarem pertences pessoais, como celulares e carteiras, os suspeitos também levavam o carro usado no trabalho. A polícia apurou ainda que os motoristas, em algumas situações, eram agredidos durante a abordagem dos assaltantes.

Após os roubos, os veículos seguiam para desmanches clandestinos, onde as peças eram retiradas e revendidas a receptadores. A polícia apura agora a atuação desses pontos de desmanche que compravam os carros roubados e as possíveis ramificações do esquema.

Investigação desde o fim do ano passado

De acordo com o delegado Gustavo Carvalho, a Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos acompanha a atuação do grupo há vários meses. As apurações começaram no fim do ano passado, depois do registro de uma sequência de roubos com características semelhantes na região da Cidade Industrial.

Para o delegado, o padrão de atuação facilitou a identificação dos suspeitos, já que as ocorrências apresentavam o mesmo tipo de abordagem. A partir dessas informações, a equipe da DFRV chegou aos investigados agora presos e apreendidos.

Suspeito já havia sido liberado pela Justiça

O principal suspeito, agora novamente preso, já tinha sido detido anteriormente neste ano. Ele ganhou liberdade após audiência de custódia, procedimento em que um juiz avalia a prisão em flagrante e decide se o acusado permanecerá detido ou responderá em liberdade. Depois disso, segundo a polícia, ele voltou a aparecer nas investigações sobre os roubos no CIC.

Os dois detidos foram levados à Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos para os procedimentos de praxe e devem responder pelos crimes na Justiça. O caso do menor de idade será encaminhado às autoridades responsáveis pela área da infância e juventude. A Polícia Civil mantém as diligências para localizar o suspeito que está foragido e identificar o quarto envolvido.

Crimes aumentam risco para quem trabalha nas ruas

Casos como o investigado pela DFRV reforçam a preocupação com a segurança de profissionais que trabalham nas ruas, como motoristas de aplicativo, que frequentemente circulam por bairros mais afastados e em horários noturnos. A combinação de rotas desconhecidas e chamadas para locais isolados aumenta a vulnerabilidade desses trabalhadores.

As forças de segurança reforçam a orientação para que motoristas avaliem com cautela as corridas, redobrem a atenção em locais considerados mais perigosos e acionem o 190 diante de qualquer suspeita. A polícia também recomenda que vítimas de roubos registrem boletim de ocorrência, o que ajuda a mapear a atuação de grupos criminosos e a planejar novas ações de repressão.

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