Crise hídrica São Paulo reservatórios Sabesp 2026
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Crise hídrica São Paulo reservatórios Sabesp 2026

Níveis dos reservatórios em São Paulo atingem patamares críticos similares aos de 2014, com destaque para o Sistema Cantareira que registrou 22,7% de volume útil em janeiro, e especialistas como Elisangela Broedel apontam recuperação insuficiente apesar das chuvas recentes.

Gestão de água pela Sabesp permite remanejamento entre áreas, mas a redução de pressão noturna desde agosto de 2023 impacta principalmente populações periféricas, levando à falta de água e à diminuição da qualidade do serviço, conforme alertam Eduardo Caetano e Paula Pollini.

Críticas de especialistas apontam ausência de tarifa de contingência adotada em 2014, enquanto o governo estadual e a Sabesp anunciam obras estratégicas e programas como o Reserva Certa para mitigar os efeitos da crise hídrica e garantir abastecimento mínimo à população.

Este resumo foi gerado por inteligência artificial e cuidadosamente revisado por jornalistas antes de ser publicado.

Os níveis dos reservatórios de São Paulo se aproximam da realidade vista em 2014, quando o estado viveu uma crise hídrica. No fim de janeiro, o Sistema Cantareira registrava 22,7% de volume útil, um número muito próximo dos22,2% vistos no mesmo período de 2014. No início do mês o cenário era ainda pior e, embora as tempestades recentes tenham auxiliado na recuperação, estamos longe de uma situação confortável, como explica a pesquisadora do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, Elisangela Broedel:

Apesar dos números similares, o impacto no dia a dia é outro, já que agora a Sabesp consegue "remanejar" água de uma área para outra por meio do sistema integrado dos reservatórios. Contudo, o coordenador de conhecimento do Instituto Água e Saneamento, Eduardo Caetano, alerta que isso não permite subestimar a realidade:

Medidas e impactos sociais

Desde agosto do ano passado a Sabesp colocou em prática uma medida de redução de pressão de água pela noite. A ação é considerada eficaz para a economia nos reservatórios, mas há um custo social significativo, segundo o Instituto Água e Saneamento, pois é no horário noturno que grande parte da população de baixa renda utiliza o serviço após a jornada de trabalho. Em áreas mais periféricas, a redução da pressão também pode significar água de menor qualidade, como explica a coordenadora de incidência, Paula Pollini, em entrevista à Rádio BandNews FM:

Críticas e ações do governo

Especialistas também criticam a não adesão a práticas que foram cruciais em 2014, como a tarifa de contingência, formato em que há uma cobrança maior para quem consome mais e menor para quem economiza. O Governo de São Paulo afirma que acompanha, junto à Sabesp, a execução de obras estratégicas para reforço do abastecimento, como a antecipação do bombeamento de até 2.500 litros por segundo do rio Itapanhaú para o Sistema Alto Tietê.

A Sabesp pontua ainda que implementou o Programa Reserva Certa, que faz a doação e instalação gratuita de caixas-d'água para garantir reserva durante o período de redução, e que vem executando um conjunto estruturado de obras estratégicas.