A Sabesp fechou 2025 com um recorde histórico de investimentos e avanços significativos no saneamento básico em São Paulo. Segundo a companhia, foram aplicados R$ 15,2 bilhões ao longo do ano — o maior volume já registrado em sua história e quase três vezes acima da média anual de investimentos antes da desestatização.
De acordo com o assessor de relações governamentais da Sabesp, João Paulo Tavares Papa, 2025 foi o primeiro exercício completo após a transição da empresa de estatal para controle privado. Antes desse processo, a média anual de investimentos girava em torno de R$ 5 bilhões, mesmo nos melhores anos.
Os números se refletem diretamente no atendimento à população. Em 2025, cerca de 1,8 milhão de pessoas passaram a ter acesso à água tratada, 2,1 milhões foram conectadas à rede de coleta de esgoto e 3,7 milhões passaram a contar com tratamento de esgoto. O impacto também foi econômico, com a criação de aproximadamente 40 mil postos de trabalho e a execução de 1.100 frentes de obras em 371 municípios atendidos pela companhia.
Além dos indicadores financeiros e operacionais, a Sabesp destaca os benefícios sociais e ambientais do avanço do saneamento, como a melhoria da saúde pública, da qualidade dos rios e dos indicadores de educação e qualidade de vida. Estudos do Instituto Trata Brasil reforçam os ganhos diretos do saneamento adequado nessas áreas.
A empresa também projeta a continuidade do ritmo acelerado de investimentos. Até 2029, prazo estabelecido em contrato para a universalização do atendimento nos municípios operados, a previsão é de mais de R$ 70 bilhões investidos. Somente em 2026, a expectativa é superar o volume aplicado em 2025.
Entre os principais destaques está o avanço do programa Integra Tietê. Com as obras já realizadas, a mancha de poluição do rio Tietê foi reduzida em cerca de 30 quilômetros. A meta da Sabesp é zerar essa mancha até 2029, com a ampliação da coleta e do tratamento de esgoto ao longo do curso do rio.
Outro ponto relevante é a ampliação do conceito de universalização após o marco legal do saneamento, aprovado em 2020. A Sabesp passou a incluir áreas rurais, núcleos isolados, comunidades indígenas, quilombolas e assentamentos informais, como favelas e palafitas, no planejamento. Um censo rural está em andamento e deve ser concluído ainda em 2026, permitindo a implementação de soluções específicas para essas populações.
Segundo a companhia, ao final do ciclo de investimentos previsto até 2029, os 371 municípios atendidos deverão alcançar 99% de cobertura de água potável e 90% de coleta e tratamento de esgoto, antecipando as metas nacionais previstas para 2033.