Após relato de bate-boca, Trump diz que está 'extremamente contente' com trabalho de secretário de Guerra
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Após relato de bate-boca, Trump diz que está 'extremamente contente' com trabalho de secretário de Guerra

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (6) que está "extremamente contente" com o trabalho do secretário de Guerra, Pete Hegseth, um dia após uma reportagem do jornal "The Washington Post" relatar um bate-boca entre os dois.

"Estou extremamente contente com o trabalho que Pete Hegseth está realizando. Tudo tem sido extraordinário, incluindo nossa ofensiva contra a Venezuela, onde o objetivo foi alcançado em menos de um dia", escreveu Trump em sua rede social Truth Social.

➡️ O motivo do atrito entre Trump e Hegseth, segundo o jornal, é a escassez de mísseis do arsenal norte-americano e a condução do conflito contra o Irã.

Também nesta quinta, Trump negou a escassez de munição e ameaçou quem sugere o contrário. O presidente norte-americano afirmou que os EUA têm "quantidades maciças de 'munições', especialmente de certos tipos", sem revelar mais detalhes.

"Além disso, grandes quantidades estão sendo fabricadas e enviadas aos Estados Unidos conforme o necessário. As empresas de defesa estão construindo o maior número de instalações e fábricas na história do nosso país", acrescentou.

👉 Segundo o "The Washington Post", que cita duas pessoas com conhecimento da suposta discurssão, Trump chamou a atenção de Hegseth durante uma reunião do gabinete na sexta-feira (31), após descobrir que os estoques de armamentos permanecem em níveis críticos.

A reportagem afirma que Trump disse ter sido enganado pelo secretário de Guerra. O presidente reclamou que acreditava que o problema "já tinha sido resolvido".

O relato vem a público dias depois de Trump afirmar que autorizou e depois cancelou "o maior ataque desde a Segunda Guerra Mundial" contra o Irã. O presidente disse que recuou diante da possibilidade de novas negociações.

No entanto, o governo iraniano nega que esteja conversando com os Estados Unidos.

Ainda de acordo com o Washington Post, a falta de mísseis guiados de longo alcance e de interceptadores de defesa aérea é um dos fatores que fizeram Trump desistir de novos bombardeios de grande escala contra o Irã.

O jornal afirma que Hegseth respondeu às cobranças culpando o vice-secretário de Guerra, Stephen Feinberg, por não ter informado adequadamente o presidente sobre a situação dos estoques militares.

O episódio, segundo o Post, expõe o aumento da insatisfação de Trump com Hegseth, que foi um dos principais defensores da ofensiva militar contra o Irã e argumentou ao presidente que a campanha seria rápida e relativamente fácil.

A Casa Branca negou a reportagem. A porta-voz Karoline Leavitt afirmou que "isso é 100% notícia falsa" e disse que Trump mantém "total confiança" em Hegseth. O Pentágono também negou que o secretário tenha enganado o presidente ou responsabilizado seu vice pela situação.

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  • Reportagem da agência Reuters publicada na terça-feira (4) revelou que o Exército dos Estados Unidos utilizou "praticamente todo" o estoque de mísseis de precisão de longo alcance durante guerra contra o Irã.

    Os mísseis envolvidos na escassez são principalmente armas superfície-superfície do Exército, conhecidas como Sistemas de Mísseis Táticos (ATACMS), e Mísseis de Ataque de Precisão (PrSM), segundo três pessoas com conhecimento dos dados militares americanos.

    Essas munições de longo alcance são parte importante do arsenal militar norte-americano, porque permitem ataques precisos a partir de uma distância segura.

    • Os ATACMS norte-americanos desempenharam papel fundamental na guerra na Ucrânia, permitindo que forças ucranianas atinjam alvos dentro da Rússia.
    • Já o PrSM é uma geração mais nova e avançada de mísseis de precisão, que tem um maior alcance que o ATACMS e substituirá esse armamento no futuro.

  • Os ATACMS norte-americanos desempenharam papel fundamental na guerra na Ucrânia, permitindo que forças ucranianas atinjam alvos dentro da Rússia.
  • Já o PrSM é uma geração mais nova e avançada de mísseis de precisão, que tem um maior alcance que o ATACMS e substituirá esse armamento no futuro.
  • Os EUA usaram “praticamente todos” esses armamentos, afirmaram duas das autoridades à Reuters. As fontes não informaram, no entanto, quantas unidades de cada tipo ainda restam. O dado levanta preocupações sobre a prontidão militar norte-americana para futuros conflitos.

    Analistas afirmam que essas armas — que custam mais de US$ 1 milhão (cerca de R$ 5,1 milhão) cada e demoram para serem construídas — também seriam importantes em um eventual conflito futuro com a China.

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