Weverton Rocha diz que movimentações financeiras envolvendo familiares alvos da PF são fruto de 'atividades profissionais e empresariais'
PF investiga suposta rede de lavagem de dinheiro usada por senador e advogado com postos de combustível e agro
04/08/2026 16h26 Atualizado 04/08/2026 16h27
O senador Weverton Rocha (PDT-MA) afirmou nesta terça-feira que recebe "com tranquilidade" a operação da Polícia Federal que cumpriu mandados de busca e apreensão contra familiares e pessoas ligadas a ele no âmbito de uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro relacionada às fraudes em descontos indevidos de aposentados e pensionistas do INSS.
Em vídeo divulgado após a ação, o parlamentar afirmou que, embora não tenha sido alvo direto da operação, esperava sofrer "ataques e perseguições" em razão de sua candidatura ao Senado e de suas posições políticas.
— Apesar da minha indignação, recebo essa operação com a tranquilidade que me é possível, pois nada tenho a esconder — disse.
Weverton afirmou que todas as movimentações financeiras mencionadas na investigação "são frutos de atividades profissionais e empresariais" e que foram "devidamente declaradas à Receita Federal".
O senador também destacou que o Ministério Público Federal (MPF) se manifestou contra o cumprimento das buscas e apreensões.
— Sabia que, com a minha candidatura ao Senado e minhas posições políticas, eu sofreria ataques e perseguições. Por isso, não fiquei surpreso com a nova operação da PF. Só não esperava que eles fossem tão longe ao envolver minha família e até apoiadores políticos — declarou.
A Polícia Federal realizou nesta terça-feira uma operação que mira o senador Weverton Rocha (PDT-MA) em uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro no âmbito da operação que apura fraudes em descontos indevidos de aposentados e pensionistas do INSS. O parlamentar não é alvo direto, mas sua esposa, filha e duas irmãs, sim.
Ao todo, os agentes cumprem 18 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no Distrito Federal e no Maranhão. Também foi alvo o advogado Willer Tomaz.