Sem Cleitinho, Marcelo Aro será palanque de Flávio em Minas
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Sem Cleitinho, Marcelo Aro será palanque de Flávio em Minas

Marcelo Aro, do PP, é visto por bolsonaristas mineiros como um importante aliado do grupo no estado

Belo Horizonte – Com a decisão do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) de não disputar o governo de Minas Gerais, o ex-secretário do governo e da Casa Civil Marcelo Aro (PP-MG) deve ser o nome a dar palanque para o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) no estado. A expectativa é de que ele ganhe o apoio do próprio Republicanos e do PL, surgindo como uma candidatura de peso desde já.

O ex-secretário era, até então, um importante aliado do ex-governador Romeu Zema (Novo) e do governador Mateus Simões (PSD), de quem, até alguns dias, era visto como um aliado, inclusive sendo apoiado pela atual gestão na disputa ao Senado.

Só que, após acreditar que uma candidatura à reeleição do senador Carlos Viana (PSD) poderia afetar negativamente a sua disputa, Aro passou a traçar uma nova estratégia, surgindo como alternativa a Cleitinho que, até então, não havia se oficializado na campanha ao Palácio Tiradentes. Juntou-se a isso, a intenção da campanha de Flávio Bolsonaro de se reaproximar do senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional da sigla, que havia afirmado que o partido manteria neutralidade na disputa ao Executivo nacional.

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Assim foi costurada junto a lideranças nacionais a candidatura de Aro, com a condição de que o senador mineiro não estivesse na disputa. A medida foi vista por integrantes do governo como um sinal de traição do ex-aliado, que fez parte do governo Zema, mas que resolveu se candidatar em uma chapa diferente.

Aro é visto por deputados bolsonaristas como um importante aliado do grupo. Político influente, ele comanda a “Família Aro”, grupo de políticos mineiros sob sua esfera de influência em vários cargos.

Durante a homenagem que deu o título de cidadão honorário de Belo Horizonte a Flávio Bolsonaro, em junho deste ano, Marcelo Aro chegou a ser vaiado pelos presentes, sendo defendido pelo vereador Vile Santos (PL) que afirmou que se a direita era forte na capital mineira muito se devia ao ex-secretário.

Desistência de Cleitinho

Após semanas de indecisão e idas e vindas, Cleitinho afirmou nesta segunda que está passando por problemas pessoais que impossibilitam a aventura eleitoral. O irmão caçula do parlamentar, Matheus Azevedo, morreu há poucos dias e ele disse que precisa cuidar de si e da sua família.

“Pedir perdão. O momento não está fácil para mim e pra minha família, não adianta entrar numa campanha do jeito que eu estou. Não adianta querer cuidar de vocês, se eu não estou cuidando de mim e da minha família”, disse Cleitinho, aos prantos.

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