PCERJ investiga policial penal por abastecer facções em presídios
O grupo era estruturado e contava com divisão de funções entre visitantes cadastradas, colaboradores externos e o policial penal investigado
A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) deflagrou, na manhã desta segunda-feira (3/8), operação para desarticular uma organização criminosa investigada por introduzir drogas, celulares e acessórios no sistema prisional fluminense. A coluna apurou que o principal alvo é o policial penal Wagner Jardim Dias, apontado pelas investigações como responsável por viabilizar a entrada dos materiais ilícitos nas unidades prisionais.
A ação é conduzida pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE), com apoio da Subsecretaria de Inteligência da Polícia Penal (SIPP). Ao todo, a Justiça expediu quatro mandados de prisão temporária e dez de busca e apreensão. Até o momento, três pessoas foram presas.
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Segundo a Polícia Civil, o grupo era estruturado e contava com divisão de funções entre visitantes cadastradas, colaboradores externos e o policial penal investigado.
A organização utilizaria a estrutura do Estado para fazer chegar drogas, celulares e acessórios a integrantes de organizações criminosas presos no sistema penitenciário.
As investigações começaram após uma tentativa frustrada de introdução de uma grande quantidade de drogas, celulares e acessórios em uma unidade prisional.
A partir desse episódio, os investigadores analisaram imagens de câmeras de segurança, realizaram diligências, cruzaram informações e examinaram movimentações financeiras para identificar os envolvidos e reconstruir a dinâmica do esquema.
De acordo com a investigação, um Relatório de Inteligência Financeira apontou movimentações incompatíveis com a renda do policial penal.
Conforme a apuração, Wagner Jardim Dias recebeu R$ 259.600,14 em transferências consideradas sem justificativa econômica aparente em um curto período, além de outras operações financeiras consideradas relevantes para a investigação.
Com base nos elementos reunidos, a 1ª Vara das Garantias da Capital autorizou as prisões temporárias e os mandados de busca e apreensão.
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