Jaques Wagner diz que vai 'provar inocência' após Mendonça retirar sigilo de investigação que apura suspeitas no caso Master
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Jaques Wagner diz que vai 'provar inocência' após Mendonça retirar sigilo de investigação que apura suspeitas no caso Master

Defesa do petista afirma que ele nunca atuou em favor da instituição financeira e sustenta que o imóvel citado pela PF jamais integrou seu patrimônio

31/07/2026 13h55 Atualizado 31/07/2026 13h55

O senador Jaques Wagner (PT-BA) afirmou nesta sexta-feira que está “tranquilo” e disse ter certeza de que conseguirá provar sua inocência nas investigações da Operação Compliance Zero, que apura um suposto esquema de fraudes, corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução de Justiça relacionado ao Banco Master. A declaração foi dada um dia após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça retirar o sigilo da decisão que autorizou medidas de investigação contra o parlamentar.

Em entrevista à Rádio Baiana FM, Wagner afirmou que o inquérito seguirá seu curso e disse que está concentrado na campanha pela reeleição ao Senado.

— Eu tenho certeza de que vou provar a minha inocência. O inquérito, evidentemente, demora um tempo. Eu agora estou focado na eleição. Quero lhe dizer que eu estou muito tranquilo, como diz o presidente Lula, só quem sabe o que você fez é você mesmo. Eu sei o que eu fiz, eu estou tranquilo — afirmou.

Na quinta-feira, Mendonça retirou o sigilo da decisão que autorizou, em junho, a 9ª fase da Operação Compliance Zero. A medida permitiu à Polícia Federal acessar dados dos celulares de Wagner e do empresário Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master.

Segundo a decisão, a PF sustentou que as conversas entre Wagner e integrantes do núcleo investigado ocorriam, em sua maioria, por ligações telefônicas e mensagens de áudio, o que justificaria o acesso aos aparelhos para aprofundar as investigações. Os investigadores também alegaram risco de vazamento da operação, citando que um dos alvos procurou o gabinete do ministro no mesmo dia em que foram apresentados os pedidos de medidas cautelares.

A investigação apura suspeitas de que Wagner teria atuado em defesa de interesses do Banco Master no Congresso em troca de vantagens indevidas, incluindo um apartamento de luxo em Salvador e repasses a empresas ligadas a familiares. A defesa do senador nega as acusações, afirma que ele nunca atuou em favor da instituição financeira e sustenta que o imóvel citado jamais integrou seu patrimônio.

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