Perito do IML afasta hipótese de queda acidental para explicar morte de Henry; Monique deixa júri ao exibirem fotos do menino morto
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Perito do IML afasta hipótese de queda acidental para explicar morte de Henry; Monique deixa júri ao exibirem fotos do menino morto

Questionado pela defesa de Jairinho, legista diz que não encontrou no apartamento nenhum móvel ou objeto capaz de provocar uma das principais lesões vistas no laudo

01/06/2026 11h42 Atualizado 01/06/2026 12h16

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GERADO EM: 01/06/2026 - 11:42

Perito descarta queda acidental na morte de Henry Borel em julgamento de Jairinho e Monique

No julgamento de Jairinho e Monique Medeiros pela morte de Henry Borel, o perito do IML Leonardo Tauil afastou a hipótese de queda acidental como causa das lesões hepáticas no menino. Tauil afirmou não ter encontrado objetos no apartamento que justificassem a lesão. Durante o depoimento, Monique saiu do plenário ao ver fotos do filho morto. A defesa questiona o laudo, enquanto a acusação aponta agressões.

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O perito do Instituto Médico-Legal (IML) Leonardo Tauil afirmou, nesta segunda-feira, durante o julgamento do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, e de Monique Medeiros, que não encontrou no apartamento onde Henry Borel estava antes de ser levado ao hospital nenhum objeto ou móvel compatível com a lesão hepática identificada no menino. Responsável por assinar os laudos produzidos no caso, Tauil foi questionado pela defesa de Jairinho sobre a vistoria realizada no imóvel e sobre a possibilidade de os ferimentos terem sido provocados por uma queda acidental.

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  • Segundo o perito, a equipe de investigação foi até o apartamento, na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio, justamente para verificar se havia algum elemento que pudesse explicar a laceração do fígado constatada no exame cadavérico.

    — Foi isso que nos foi questionado: se ele poderia ter caído da cama e sofrido a laceração do fígado. Com base na literatura médica, não encontramos nenhum móvel ou objeto capaz de causar uma laceração hepática por uma queda acidental — afirmou.

    A exibição de fotografias de Henry feitas durante a necropsia provocou uma nova saída de Monique Medeiros do plenário. As imagens foram apresentadas pelo advogado Zanone Júnior, da defesa de Jairinho, durante o depoimento de Tauil. Foi a segunda vez no julgamento que a ré deixou a sala durante uma discussão técnica sobre a morte do filho. Na semana passada, ela já havia se retirado durante o depoimento do perito Luiz Carlos Leal Prestes, que descrevia as lesões encontradas no corpo da criança.

    Caso Henry Borel: julgamento do acusados é adiado

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    Manifestantes fazem oração em frente ao Tribunal de Justiça do Rio; réus pela morte de Henry Borel são julgados — Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo

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    Leniel Borel, pai de Henry Borel, chora e chama réus de ‘monstros’ — Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo

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    Manifestantes protestam durante julgamento do caso Henry Borel, em frente ao Tribunal de Justiça do Rio — Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo

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    Hilário e Elaine Teixeira Barreto, que tiveram o filho morto, fazem protesto em frente ao Tribunal de Justiça do Rio — Foto: Gabriel de Paiva/Agência O Globo

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    Na foto, Leniel Borel, pai de Henry, chega ao TJ — Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo

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    Na foto, Leniel Borel, pai de Henry, chega ao TJ — Foto: Gabriel de Paiva/ Agência O Globo

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    Na foto, Leniel Borel, pai de Henry, chega ao TJ — Foto: Gabriel de Paiva/ Agência O Globo

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    Na foto, Zanone Júnior, advogado de Jairinho — Foto: Gabriel de Paiva/ Agência O Globo

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    Na foto, Florence Rosa, advogada de Monique Medeiros, mãe de Henry — Foto: Gabriel de Paiva/ Agência O Globo

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    Na porta do TJ, manifestação pela condenação dos acusados. Na foto, Elaine Teixeira Barreto. — Foto: Gabriel de Paiva/ Agência O Globo

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    Na porta do TJ, manifestação pela condenação dos acusados — Foto: Gabriel de Paiva/ Agência O Globo

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    Na foto, Leniel Borel, pai de Henry, chega ao TJ — Foto: Gabriel de Paiva/ Agência O Globo

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    Jairinho e Monique Medeiros são julgados pela morte de Henry Borel — Foto: Reprodução

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    Monique com a camisa com a foto do filho, Henry Borel — Foto: TV Globo/Reprodução

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    Henry Borel tinha 4 anos quando morreu em casa, à noite, depois de sofrer 23 lesões — Foto: Reprodução

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    Monique Medeiros comemora a ordem de soltura no dia em que o julgamento da morte de Henry foi adiado — Foto: Gabriel de Paiva

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    O ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior durante o julgamento — Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo

    Monique e Jairinho devem ser ouvidos entre terça e quarta-feira

    O depoimento ocorre no oitavo dia do júri. Tauil é uma das últimas testemunhas a serem ouvidas antes do encerramento da fase de instrução do processo. Após os depoimentos finais, estão previstos os interrogatórios de Monique e Jairinho, seguidos pelos debates entre acusação e defesa.

    Ao longo do julgamento, a acusação tem sustentado que Henry foi vítima de agressões dentro do apartamento onde vivia com a mãe e o então padrasto. A defesa de Jairinho, por sua vez, tem buscado questionar conclusões da investigação e dos laudos periciais produzidos ao longo do inquérito.

    Jairinho e Monique são julgados pela morte de Henry Borel, ocorrida em março de 2021, aos 4 anos. O Ministério Público acusa o ex-vereador de homicídio triplamente qualificado e sustenta que Monique tinha conhecimento das agressões sofridas pelo filho. Ambos negam as acusações.

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