TSE convida diplomatas americanos para explicar funcionamento da urna eletrônica
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TSE convida diplomatas americanos para explicar funcionamento da urna eletrônica

Em nota, órgão disse que sua área internacional foi procurada pela Embaixada dos Estados Unidos para tratar sobre visita de integrantes do governo americano, mas sem informação sobre qual seria a pauta; Itamaraty negou vistos a dois americanos que viriam ao Brasil discutir eleições

25/07/2026 18h05 Atualizado 25/07/2026 18h05

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GERADO EM: 25/07/2026 - 18:05

TSE Convoca Diplomatas para Explicar Urnas Eletrônicas e Proteger Patrimônio Nacional

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) convidou diplomatas dos EUA e de outros países para uma reunião em 17 de agosto, visando explicar o funcionamento das urnas eletrônicas. A iniciativa busca defender esse "patrimônio do povo brasileiro". Embora a Embaixada dos EUA tenha procurado o TSE para discutir uma visita, a pauta não foi detalhada. O Itamaraty negou vistos a dois americanos que discutiriam liberdade de expressão nas eleições, citando riscos de instrumentalização política.

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) fará em dia 17 agosto uma reunião com embaixadadores para explicar o funcionamento da urna eletrônica. Diplomatas dos Estados Unidos e de todos os países com representação no Brasil foram convidados.

Em nota, divulgada neste sábado, o TSE destacou que a urna eletrônica é um "patrimônio do povo brasileiro" e que será defendida pelo presidente da Corte, ministro Kássio Nunes Marques, no encontro.

A área internacional do Tribunal foi procurada pela Embaixada dos Estados Unidos para tratar sobre visita de integrantes do governo americano, segundo o texto divulgado há pouco, mas a pauta não foi informada. A audiência não foi marcada devido ao recesso do Judiciário, informou o TSE.

A nota informa ainda que a Organização dos Estados Americanos (OEA), União Europeia, Parlasul, Carter Center, Uniore e ROJAE-CPLP já aceitaram compor a Missão de Observadores Eleitorais (MOEs) para acompanhar o pleito de outubro. A União Africana e a Liga Árabe também receberam convites.

Em 16 de junho, o presidente já havia se reunido com 25 embaixadores, quando explicou o funcionamento do sistema eletrônico de votação brasileiro.

Na última sexta-feira, o Itamaraty negou vistos de dois funcionários do governo americano que viriam ao Brasil com a justificativa oficial de discutir liberdade de expressão no contexto das eleições: Riley M. Barnes, secretário-assistente do Escritório de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, e Samuel D. Samson, secretário-assistente adjunto do mesmo escritório, atuam no Departamento de Estado, chefiado por Marco Rubio.

A avaliação interna levou em consideração que o pedido de visto com esta finalidade ocorreu em um momento em que o candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) questionou as urnas eletrônicas, inclusive em um evento com diplomatas. Observou-se haver, então, um risco de instrumentalização da visita em um contexto pré-eleitoral.

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