Fraude em energia solar no ES gera prejuízo milionário
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Fraude em energia solar no ES gera prejuízo milionário

Um empresário de 40 anos é investigado por operar um esquema de estelionato na venda de sistemas de energia solar no Espírito Santo. Por meio de sua empresa, ele cobrava valores por equipamentos e serviços de instalação fotovoltaica que não eram entregues aos contratantes.

O caso envolve mais de 200 vítimas no Estado — incluindo idosos, instituições religiosas e empresários com contratos individuais de até R$ 570 mil —, acumulando prejuízos estimados em R$ 10 milhões. A empresa encerrou as atividades físicas alegando uma reestruturação, o que levou a Justiça a conceder liminares para o bloqueio de bens do acusado.

Preso também por comercialização irregular de lotes, o investigado já possuía mandado de prisão preventiva em aberto decorrente das fraudes no setor solar. Assim, o Ministério Público solicitou a quebra do sigilo telefônico do aparelho apreendido para mapear as movimentações financeiras. A defesa do empresário afirma que ele busca acordos para quitar as pendências e tenta revogar a prisão.

Avaliação do mercado e cuidados na contratação

O avanço de fraudes no segmento chama a atenção para os critérios de escolha de fornecedores de energia renovável. Diante desses episódios, o CEO operacional da EcoPower, Anderson Oliveira, avalia que ofertas com preços muito abaixo da média de mercado costumam indicar riscos operacionais. Ademais, como a falta de suporte técnico pós-venda ou a não entrega dos materiais.

"É um investimento que tem sim um custo considerável, mas empresa idôneas apontam caminhos para um financiamento em que não onere o financeiro de quem adquire o solar", pontuou Anderson.

O executivo dá dicas que apontam para um caminho mais seguro:

"A primeira dica é: pesquise primeiramente em mais de uma empresa, se o preço for muito abaixo que as demais, desconfie. Depois analise a capacidade da empresa em prestar o serviço, no momento da venda se promete muita coisa que depois nem sempre conseguem entregar. Em terceiro, veja as opções de financiamento. Empresas compromissadas oferecem financiamento que não pese no orçamento familiar e muito menos abandonam o cliente na negociação com o sistema bancário", aconselhou Anderson.

Segundo o executivo, em um mercado em expansão, a análise da trajetória institucional e do tempo de atuação das empresas torna-se um fator de mitigação de riscos para o consumidor. "Eu tenho autoridade para afirmar que, com 13 anos de operações no setor fotovoltaico e agora com o histórico de 100 mil projetos homologados, a EcoPower aponta que a estabilidade operacional são elementos centrais para garantir a conclusão dos projetos e a assistência de longo prazo," disse Anderson.

Desafios operacionais e gestão da alta demanda

Apesar dos esforços operacionais para manter a excelência no atendimento, o crescimento acelerado do setor de energia renovável impõe desafios complexos à gestão de grandes volumes de projetos.

O CEO reconhece que falhas pontuais podem ocorrer no fluxo de entregas, mas reforça o compromisso da empresa em solucionar cada caso:

"Como em todo segmento, e por serem pessoas operando, equívocos podem acontecer. Hoje, a nossa maior dificuldade no Grupo EcoPower é atender à alta demanda de solicitações de projetos. Contamos com mais de 400 colaboradores internos em nossa matriz, equipe própria de entrega e montagem, e somos o maior comprador nacional da WEG, com materiais chegando semanalmente à matriz em Barretos. Ainda assim, esse altíssimo volume dificulta manter um atendimento 100% livre de percalços. Invariavelmente ocorrem alguns atrasos nas entregas, mas isso não decorre de má-fé ou falta de compromisso com os clientes, e sim da alta demanda do mercado. Nem sempre conseguimos manter o estoque completo frente ao elevado número de homologações ou ter a disponibilidade imediata de módulos fotovoltaicos para pronta entrega em nosso fornecedor", finalizou Anderson.

Website: http://powernews.eco.br

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