Governo diz que sanções a brasileiros pelos EUA por ligação com PCC 'suscitam preocupação', mas que decisão não surpreende
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Governo diz que sanções a brasileiros pelos EUA por ligação com PCC 'suscitam preocupação', mas que decisão não surpreende

No comunicado, a órgão do governo de Donald Trump aponta o PCC como a maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental

01/07/2026 19h46 Atualizado 01/07/2026 19h46

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GERADO EM: 01/07/2026 - 19:46

Governo brasileiro preocupado com sanções dos EUA a brasileiros ligados ao PCC

O governo brasileiro expressou "preocupação" com as sanções dos EUA a dois cidadãos e três empresas brasileiras por supostos laços com o PCC. As medidas, anunciadas pelo Departamento do Tesouro dos EUA, bloqueiam bens e transações, e podem afetar instituições financeiras estrangeiras. A Senajus destacou que a decisão não surpreende, dado o histórico do PCC como organização terrorista nos EUA.

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O governo Lula afirmou ter visto com "preocupação" as sanções aplicadas pelos Estados Unidos contra dois cidadãos brasileiros e três empresas do país por supostos vínculos com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), ligado ao Ministério da Justiça, afirmou que as medidas podem anteceder "providências ainda mais gravosas, adotadas à margem dos mecanismos ordinários de cooperação internacional".

As punições foram anunciadas pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos na tarde desta quarta-feira. No comunicado, a órgão do governo de Donald Trump aponta o PCC como a maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental.

Para a Senajus, a "decisão não surpreende o governo brasileiro: trata-se de desdobramento que já se antevia, após a classificação do PCC pelos Estados Unidos como organização terrorista estrangeira." Ainda não fere repercussão fora dos EUA, a medida, de acordo com a Senajus, pode gerar efeitos "indiretos relevantes sobre instituições financeiras estrangeiras, inclusive brasileiras, em razão do risco de restrições regulatórias e eventual exposição a sanções secundárias".

O Ministério da Justiça ainda analisa o histórico criminal de cada um deles e se há eventual ligação com a organização criminosa. Entre as pessoas sancionadas estão Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira. De acordo com integrantes do governo, a designação dos EUA não produz efeito fora do território norte-americano.

Com a medida, todos os bens e interesses dos sancionados localizados nos Estados Unidos ou sob controle de cidadãos americanos ficam bloqueados. Além disso, pessoas e empresas dos EUA ficam proibidas de realizar transações com os alvos, e instituições financeiras estrangeiras que mantiverem relações relevantes com eles também podem ser alvo de sanções secundárias.

Entre as empresas brasileiras atingidas são: Victory Trading Intermediação de Negócios Cobranças e Tecnologia Ltda; Pixwave Soluções de Pagamentos Ltda; e Wave Construções Inteligentes Ltda. Na lista de sancionados pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos também está uma empresa portuguesa.

Segundo o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla em inglês), o PCC representa uma ameaça crescente à segurança nacional dos Estados Unidos por atuar na lavagem de dinheiro do tráfico de drogas em território americano, especialmente na Flórida, além de manter operações em países como Reino Unido, Turquia e Japão. O departamento também considera a facção "a maior organização criminosa transnacional da América Latina".

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