Hospital diz que Bolsonaro mantém boa evolução clínica, mas ainda não tem previsão de alta
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Hospital diz que Bolsonaro mantém boa evolução clínica, mas ainda não tem previsão de alta

Boletim aponta resposta ao tratamento e melhora de indicadores inflamatórios; aliados intensificam pressão por prisão domiciliar no STF

19/03/2026 11h24 Atualizado agora

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GERADO EM: 19/03/2026 - 11:28

Aliados de Bolsonaro pressionam STF por prisão domiciliar devido a pneumonia

O ex-presidente Jair Bolsonaro apresenta boa evolução clínica em tratamento de pneumonia bacteriana bilateral, mas permanece sem previsão de alta da UTI do hospital DF Star. Apesar da melhora nos indicadores inflamatórios, aliados intensificam pressão no STF por prisão domiciliar, alegando que seu estado requer monitoramento contínuo. O senador Flávio Bolsonaro se reuniu com o ministro Alexandre de Moraes para discutir a situação.

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O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou boa evolução clínica e laboratorial nas últimas 24 horas, segundo boletim divulgado nesta quinta-feira pelo hospital DF Star, em Brasília. Internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) desde sexta-feira, ele segue em tratamento contra uma pneumonia bacteriana bilateral decorrente de broncoaspiração e, apesar da resposta considerada positiva, ainda não há previsão de alta.

De acordo com a equipe médica, Bolsonaro mantém melhora dos marcadores inflamatórios e responde à antibioticoterapia endovenosa. O quadro segue estável, mas ainda exige suporte clínico intensivo, além de fisioterapia respiratória e motora.

"O ex-presidente Jair Messias Bolsonaro manteve boa evolução clínica e laboratorial nas últimas 24 horas. Segue em tratamento com antibioticoterapia endovenosa, suporte clínico intensivo e fisioterapia respiratória e motora. Não há previsão de alta da UTI neste momento", informou o boletim.

Bolsonaro está hospitalizado desde que passou mal no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como “Papudinha”, onde cumpre prisão. Ele deu entrada com febre, vômitos e queda na saturação de oxigênio. Exames apontaram pneumonia bacteriana bilateral, quadro considerado mais sensível por comprometer os dois pulmões.

Desde a internação, a evolução tem sido descrita como gradual. A possibilidade de transferência para um estágio de menor complexidade dentro da UTI chegou a ser cogitada nos últimos dias, mas foi descartada diante da necessidade de manutenção do acompanhamento intensivo.

Pressão por domiciliar

A melhora clínica, ainda que sem previsão de alta, passou a ser usada por aliados como argumento central na estratégia jurídica para tentar obter a concessão de prisão domiciliar. O entendimento no entorno é que o quadro, mesmo estável, exige monitoramento contínuo e estrutura hospitalar.

Nos bastidores, interlocutores intensificaram os contatos com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O senador Flávio Bolsonaro esteve nesta semana com o ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos envolvendo o ex-presidente, em uma ofensiva que combina articulação política e jurídica em Brasília.

A expectativa do grupo é que a manutenção da melhora, ainda que gradual, reforce o pedido nos próximos dias.

Ontem, o cardiologista Brasil Ramos Caiado reforçou a avaliação de que a transferência para prisão domiciliar seria recomendável do ponto de vista médico.

— Do ponto de vista médico, um ambiente mais acolhedor, com equipe de enfermagem 24 horas, alimentação adequada e possibilidade de identificar alterações precocemente é melhor para qualquer paciente. O ambiente familiar é mais adequado — afirmou.