Se a magia do Isca carioca (aberto em 2024) acontece do balcão para fora – invadindo a calçada sem qualquer cerimônia, como é comum no Rio de Janeiro –, na nova filial paulistana, aberta em fevereiro, é exatamente o contrário: a dinâmica ocorre da porta para dentro e em direção aos fundos do imóvel, onde fica um amplo e agradável quintal, que, acredite, já é um dos espaços mais disputados da Pompeia. Para conseguir uma mesa ali, é preciso chegar cedo (até mesmo durante a semana).
+LEIA MAIS: Onde comer na Pompeia? Veja outros cinco lugares para provar no bairro
Pois o Isca, para quem nunca ouviu falar, é inspirado em bares do País Basco onde a ordem é pintxar (ou beliscar, em bom português). A vitrine, inclusive, deixa isso claro ao exibir pintxos fresquinhos de todo tipo (postos e repostos ao longo do serviço). São fatias de pão de fermentação natural coroadas por combinações como a de camarão grelhado com sweet chilli, acelga marinada, maionese, Sriracha e jamón frito (R$ 22), e a de peixe curado (ora sardinha, ora cavalinha) incrementado com creme de ricota e chilli oil (R$ 20).
Da cozinha, saem ainda outros pintxos, como o espeto de polvo com banana-da-terra, maionese de dendê e maionese de ervas (R$ 32), que flerta com os sabores da moqueca; a tortilla de mexilhão (R$ 42); e o bocadillo de camarão (R$ 40), sanduíche que traz o crustáceo empanado e frito com bacon, mais acelga marinada em shoyu, sweet chilli e maionese de Sriracha.
PUBLICIDADE
Apesar da forte influência ibérica, repare que as receitas da chef Tatiana Fernandes não se limitam aos sabores da península e ganham bossa, aqui e ali, com um toque de Ásia, de Brasil… “Sempre digo: o Isca não é um bar tradicional espanhol. A inspiração tem a ver com o formato, com os pintxos e com a preocupação com o ingrediente. Gosto de misturar influências, sabores de lugares diferentes, técnicas de um lado e ingredientes do outro”, resume a chef.
Única no cardápio, a sobremesa (tinha que ser ela) é a famosa torta basca de queijo (R$ 22), inspirada no clássico do restaurante La Viña, em Donostia.
Para beber, há “poucos e bons drinques”, como os vermute tônica feitos com os vermutes (jabuticaba, rosé, caju ou café) da Cia. dos Fermentados, além de vinhos de mínima intervenção, cervejas e chope.
PUBLICIDADE
Isca
Onde: R. Dr. Miranda de Azevedo, 633, Pompeia
Quando: qua. a sex., 18h/0h; sáb., 13h/0h; dom., 13h/20h