A secretária de Políticas para a Mulher do Estado de São Paulo, Adriana Liporoni, anunciou a criação de um registro integrado de violência doméstica, que deve ampliar os mecanismos de proteção às vítimas. O projeto piloto será implementado inicialmente em Santos e permitirá que policiais registrem boletins de ocorrência diretamente no local da denúncia.
Segundo a secretária, a medida busca facilitar o acesso das mulheres ao sistema de proteção. Caso a vítima não consiga ir até uma delegacia ou registrar a ocorrência pelo celular, o próprio policial poderá fazer o registro por meio de um tablet, em contato com a Delegacia da Mulher online, além de solicitar imediatamente uma medida protetiva de urgência.
O estado conta atualmente com 143 Delegacias de Defesa da Mulher e mais de 170 salas especializadas de atendimento dentro de delegacias convencionais. Além disso, as vítimas também podem registrar ocorrências pela internet ou pelo aplicativo SP Mulher Segura.
De acordo com a secretária, ampliar os canais de denúncia é fundamental para quebrar o ciclo de violência. Ela destacou que muitos casos de feminicídio são precedidos por outros tipos de agressão, como violência psicológica, moral ou patrimonial, que nem sempre são identificadas pelas vítimas como crimes.
Especialistas e autoridades, no entanto, apontam que o desafio continua sendo incentivar as denúncias e ampliar a rede de proteção. Dados recentes mostram aumento nos registros de violência contra a mulher no estado, incluindo casos de ameaça, lesão corporal e feminicídio.