Trump oferece escolta em Ormuz e fala em atacar Irã com “muita força”
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Trump oferece escolta em Ormuz e fala em atacar Irã com “muita força”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (13), em entrevista à emissora americana Fox News, que os EUA podem escoltar navios pelo Estreito de Ormuz e prometeu intensificar os ataques contra o Irã com "muita força" na próxima semana.

Escolta no Estreito de Ormuz

A guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã entrou no 14º dia, com ataques de ambos os lados contra pontos estratégicos e infraestrutura. Segundo Trump, Washington está preparado para garantir a segurança da navegação na região, uma das principais rotas globais de transporte de petróleo.

Ele declarou que, se necessário, o país poderá organizar escoltas de embarcações que cruzam o estreito, ponto de passagem de boa parte das exportações de petróleo do Golfo Pérsico. Trump não detalhou como essa eventual operação seria conduzida nem mencionou prazos para o início da medida.

Bloqueio iraniano e escalada do conflito

Do lado iraniano, Teerã mantém em grande parte um bloqueio ao estreito para navios, política reforçada pelo novo líder supremo, Mojtaba Khalamei, em discurso lido na TV estatal na quinta-feira. A liderança iraniana apresenta a posição como resposta à atuação de Washington e de seus aliados.

Na prática, o bloqueio restringe a passagem de embarcações e eleva o risco de interrupções no fluxo de petróleo, o que preocupa grandes importadores e pressiona o mercado internacional de energia. Enquanto isso, os países envolvidos trocam ataques contra pontos estratégicos e infraestrutura, alimentando o temor de uma escalada prolongada no Oriente Médio.

Previsão de revolta popular e fim da guerra

Na mesma entrevista, Trump avaliou que uma revolta popular no Irã "provavelmente" ocorrerá, embora "talvez não imediatamente". Para ele, a repressão do governo iraniano dificulta a organização de protestos em larga escala.

Questionado sobre quando o conflito terminará, Trump respondeu que a guerra chegará ao fim "quando eu sentir, quando eu sentir isso nos meus ossos". A declaração indica, na visão do próprio presidente, que as decisões sobre a intensidade e a duração das operações militares seguem concentradas em sua avaliação pessoal à frente da Casa Branca.